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Olinda,
um pouco da sua
história
Tudo começou em
1534 quando o
fidalgo português
Duarte Coelho
recebeu, por doação
real, a capitania
de Pernambuco,
no nordeste do
Brasil. Reuniu
sua família e
amigos e chegou
à ilha de Itamaracá
em 9 de março
de 1535. No final
daquele mesmo
ano, em busca
de um lugar seguro
para edificar
seu castelo e
iniciar uma povoação,
chegou às colinas
próximas ao mar
e, segundo as
mais difundidas
versões para o
nome da cidade,
teria exclamado:
"Oh! Linda situação
para se construir
uma vila!".
Dois anos depois,
em 12 de março
de 1537, escreveu
o Foral de Olinda,
um precioso documento
que mencionava
tudo aquilo que
já existia na
vila fundada e
distribuia os
seus espaços entre
aqueles que vieram
com ele para o
trabalho de implantação
da Nova Lusitânia.
A beleza da vila
e o seu extraordinário
progresso tornaram-na
o mais importante
núcleo de todo
aquele período
histórico, atraindo
ordens religiosas
para a implantação
de conventos,
mosteiros, igrejas
e escolas. Em
1630 chegaram
os holandeses,
atraídos exatamente
pelo progresso
da Capitania de
Pernambuco, especialmente
pelo açúcar. Instalaram-se
nas redondezas
do Porto do Recife,
e em 24 de novembro
de 1631, incendiaram
Olinda. Muito
pouco do seu extraordinário
acervo escapou
às chamas, mas,
Olinda resistiu
heroicamente até
o ano de 1654,
quando os holandeses
foram expulsos
de Pernambuco
e a cidade voltou
a ser a sede da
Capitania. A partir
daí, começam as
primeiras experiências
brasileiras na
arte da restauração.
Reergueram-se
conventos, casarios,
mosteiros e igrejas.
Em 16 de novembro
de 1676, Olinda
foi elevada à
categoria de cidade.
Em 1710, Bernardo
Vieira de Melo
tentou, em Olinda,
transformar Pernambuco
numa República
Independente.
Em 1827, Olinda
perde para o Recife
o título de capital
da Província.
Ainda neste ano,
é fundado o primeiro
curso jurídico
do país, no Mosteiro
de São Bento e
em 1830, é instalada
a primeira Biblioteca
Pública de Pernambuco,
no Convento de
São Francisco.
Olinda passou,
então, a ser procurada
por veranistas
em busca de suas
praias e coqueirais,
além de religiosos
atraídos pela
tradição de suas
22 igrejas e 11
capelas. Olinda
foi o primeiro
município do país
a ter um Centro
de Preservação
dos Sítios Históricos,
que além de realizar
obras de restauração
em edifícios,
praças e ruas
desde 1979, vem
desenvolvendo
projetos no setor
histórico e cultural.
O mais antigo
dos doze municípios
que compõem a
região Metropolitana
do Recife, Olinda
possui 1/3 da
sua área total,
correspondente
a 10,4 Km quadrados,
tombado pela Secretaria
do Patrimônio
Histórico e Artístico
Nacional. Portanto,
quando estiver
em Olinda, não
esqueça da sua
história e das
suas lutas: preserve
e mantenha esse
patrimônio para
o futuro.
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